Wednesday, 8 July 2009

My Leavetaking

Negativa, positiva, negativa, positiva, this is great, damn, this shit is not going to work, ad infinitum.


Preciso sair daqui.


Não consigo prestar atenção nas coisas que gosto e desgosto, preciso dormir, preciso parar de ignorar meus amigos. Tenho pouco mais de um dia para mudar, para ler todos os livros do meu quarto, decorar o dicionário de japonês, ler todas as revistas de geografia/filosofia/sociologia espalhadas pela casa, pintar os cabelos, emagrecer 10 kg, parar de ranger os dentes e arrancar fios de cabelo, para aprender a dançar e beber sem passar vexame.


Chega, o tempo desse mundo não é o tempo que conheço.

Saturday, 27 June 2009

Wednesday's Child

Olho para as paredes novas sabendo que serão pichadas. Quem anda por aqui à noite? O que são esses números, essas portas, essas vozes?


Eu sei que a ênfase às vezes é no quão imperfeita e difícil sou. Sinto-me até oprimida por minhas próprias palavras, como se eu não pudesse ser nada além. But I know better now...


Tento não pedir muito da vida, dessas paredes novas, mas sinto que me falta tanto.


Fico escrevendo essas coisas sem motivo, pedindo perdão ao teto como uma freira tola e não acho um fim certo para as linhas. Os dias terminam incertos e olho para as paredes novas sem saber mais o que escrever, sem saber mais o que pedir, sem saber mais o que sentir.


Wednesday's Child is full of woes.

Thursday, 28 May 2009

I am wicked

Every day, I push my face against the window pane and rub my cheeks on the surface, sometimes I wish I was cold and dead and gone.


Maybe if I read enough I'll find the answer. Maybe if I make new friends. Maybe, maybe I should drown my cats or even drown myself.


An awkward little bird, that's what I am. I fly low.

Tuesday, 28 April 2009

Sunrise, sunset

Ah, all you need is a little bit of drama to spark things in motion.

Os dias são distantes e arrastados, então ter que cuidar de todas essas coisas por aqui, mesmo as mais complexas, não cobre todas as horas. Fico sobrando pelos cantos, atravessando a casa à toa, esperando o próximo momento.
É difícil escrever. Minhas frases estão curtas, todos os pensamentos incompletos. Não tenho conseguido ler nada, as palavras me escapam fácil, novas ou antigas. Sinônimos, nomes de pessoas, músicas, vocabulário de japonês e como se soletram certas palavras. Coisas que fiz e que disse.
The most basic human condition of this century is the most fortunate of all; to forget.

Pequenos terrores diários trazem tão pouco significado. Estou mal acostumada, é isso. Só consegui viver até hoje com o coração estalando, quase a ponto de engasgar, a cara amarga e retorcida, torta e irreconhecível.
Minha vida era chutar portas, com as mãos para o alto, punhos cerrados, tão absolutamente indignada, porque tudo sempre poderia ter sido melhor e mais o honesto e as pessoas pareciam nunca tentar o suficiente.

É por essas e por outras que volta e meia me bate um sono do mundo, um cansaço. Ouço os burburinhos vindos da cozinha me envolverem, os embalos da cidade me escurecerem, e é para mim como se as pessoas de repente se tornassem iguais à cor da parede, aos móveis da sala, iguais às copas das árvores.

Tento achar o que falta em mim nos outros, mas as notícias são velhas, não quero nada disso. Tento achar em mim, mas estou saturada de mim. Sou um rascunho de mim mesma e essas malditas palavras me agarram, não me soltam, nunca me deixam em paz.
Dormir é inútil, o que eu quero é a vigília da noite, aquele estado semi-cerrado, me arrastar pela casa e tentar me convercer de não não sair a porta afora sem olhar pra trás, tenho que me convercer que sou uma vaca ingrata e medrosa e que não mereço tentar algo assim... apesar de sempre afirmar; ninguém merece nada.

Viajei, mudei, voltei, empilhei mais textos, me frustrei mais, me irritei tanto com tão pouco. Nada. nada nada. Ballard morreu e não senti nada. Esqueci o show da minha vida. Uma espinha, um gato novo, algumas fotos, recortes de jornal, cds novos. O que fazer com tudo isso?
Não é nem o futuro que me preocupa, é o eterno presente que nunca muda não importa onde eu vá, o que eu pense e o quanto eu mude.
Mas quando eu voltar para a estrada onde todas as novas coisas se iniciam, espero encontrar...

"My darling, but why? When there is so much more, there is so much more
Do you know there are spaces open and wide?
Believe me, there are days longer than nights
And you will be happy the minute you try
So won't you try?
Won't you try?" - Bright Eyes

Tuesday, 7 April 2009

This is one for the bleak days

Se o passado ecoa no presente, fecho os olhos e me imagino em um mundo surdo em que nada ecoa, nada relembra, nada repuxa feridas e sangra.
Olho janela afora e me vejo correndo no jardim, lá no alto onde não me alcanço. Cada uma dessas lembranças me faz fechar os olhos, tomar mais chás e ranger os dentes. É só um reflexo, eu digo. Quando devo falar sério? Quando devo rir de tudo? De que adianta tentar descobrir isso se sempre me arrependo de tudo que digo, se nada é o bastante, se sempre quero mais e mais e mais... se sou jovem o suficiente para ainda sentir certa pena de mim mesma.
Foi desse mesmo carrossel que tenho tirado toda a minha filosofia cotidiana.
Penso comigo às vezes; no dia em que eu tiver de fazer as coisas que sonho em fazer, vou partir o coração de todo mundo.






"The young bird with wings crushed somehow, and inside here it was all too thin, thin and wrong." - F. Scott Fitzgerald

Brideshead revisited

"My theme is memory, that winged host that soared about me one grey morning of war-time.These memories, which are my life- for we possess nothing certainly except the past- were always with me. Like the pigeons of St. Mark's, they were everywhere, under my feet, singly, in pairs, in little honey-voiced congregations, nodding, strutting, winking, rolling the tender feathers of their necks, perching some ties, if I stood still, on my shoulder or pecking a broken biscuit from between my lips; until, suddenly, the noon gun boomed and in a moment, with a flutter and sweep of wings, the pavement was bare and the whole sky above dark with a tumult of fowl. Thus it was that morning.These memories are the memorials and pledges of the vital hours of a lifetime. These hours of afflatus in the human spirit, the springs of art, are, in their mystery, akin to the epochs of history, when a race which for centuries has lived content, unknown, behind its own frontiers, digging, eating, sleeping, begetting, doing what was requisite for survival and nothing else, will, for a generation or two stupefy the world; commit all manner of crimes, perhaps; follow the wildest chimeras, go down in the end in agony, but leave behind a record of new heights scaled and new rewards won for all mankind; the vision fades, the souls sickens, and the routine of survival starts again.The human soul enjoys these rare, classic periods, but apart from them, we are seldom single or unique, we keep company in this world with a hoard of abstractions and reflections and counterfeits of ourselves- the sensual man, the economic man, the man of reason, the beast, the machine and the sleep-walker and heaven knows what besides, all in our own image, indistinguishable from outselves to the outward eye. We get borne along, out of sight in the press, unresisting till we get the chance to drop behind unnoticed, or to dodge down a side’s street, pause, breathe freely and take our bearings, or to push ahead, out-distance our shadows, lead them a dance, so that when at length they catch up with us, they look at one another askance, knowing we have a secret we shall never share." Brideshead Revisited, Evelyn Waugh

Tuesday, 24 March 2009

O que conta mesmo é o seu cheiro, me prende feito mosca ao marmelo. E eu pensava, quando a angústia da tarde se desenlaçava frente aos meus olhos, que eu jamais poderia ter o mesmo efeito sobre você. Como eu fui boba. Independente do que aconteça em nossa volta, independente das roupas que eu use, os perfumes que eu coloque, a música que eu ouça, independente das picuinhas, do sol que arde e queima durante a tarde... seguiremos juntos.

De certo já sabe, não há nada de gentil no amor.

Thursday, 19 March 2009

To start over

Eu fiz isso há uns anos.
2003 até 2006 talvez, não lembro ao certo. Na época, me encotrava em um momento interessante da minha vida, sofria muito e sem esmero, vivia de sonhos, com uma imaginação transloucada, era um desejo de vida tão grande que eu só conseguia pensar em morrer. Emurrava as palavras no teclado e depois ficava encarando a tela do computador em profunda perplexidade. Acho que existe pouca coisa mais emocionalmente babaca do que ser adolescente. Bem, provavelmente vou acabar fazendo tudo isso de novo. Do pouco que eu sei da vida, sei uma coisa muito clara sobre mim mesma; sempre cometo os mesmos erros e não aprendo com eles. Vai ver que nasci para o melodrama, vai ver sou taurina demais para mudar. Ainda assim, nã irei me desculpar pelo meu modo de escrever ou por minha ortografia, essas coisas são irrelevantes. Basicamente, não será muito divertido para você, seja lá quem for, ler isso aqui.
De qualquer maneira, boa sorte e thanks for trying.

"Meu ofício é dizer o que penso. O segredo de aborrecer é dizer tudo" - Voltaire